segunda-feira, 18 de março de 2013

FAÇA EM CASA: Estante de madeira

Depois de muito tempo desejando e pesquisando idéias, finalmente meu marido e eu decidimos fazer nossa própria estante de madeira. Para isso, nós utilizando nada menos do que caixotes de feira, que compramos em um estado beeeeem mais ou menos, para não dizer coisa pior. Mas esse post é mesmo para provar que, com um pouquinho de boa vontade e disposição é possível a gente reutilizar coisas que antes nem imaginávamos.  

A vontade começou quando eu quis mudar o pequeno acervo de livros de Marina de lugar, porque antes ocupava muito espaço dentro do guarda-roupa dela, o qual vivia com as portas abertas (um horror, bagunça geral). Pensei em comprar aqueles nichos de decoração, mas nunca imaginei que eram tão caros. Desisti. Até que um dia (não me lembro qual nem onde) eu vi esse caixotes de feira sendo reutilizados para estantes e várias outras utilidades. Problema resolvido. Meu marido comprou a ideia e me ajudou a fazer. Confere!

Material utilizado

1. Lixa para madeira;
2. Rolo de espuma nº 9;
3. Uma trincha (para pintar os cantinhos);
4. Tinner (para diluir a tinta e tirar os respingos da pele);
5. Uma lata de 250 ml de tinta esmalte branca para madeira (se quiser um acabamento brilhante, caso queira que fique fosco procure uma tinta fosca para madeira);
6. Uma lata de selador para madeira (e ainda sobrou um monte);
7. 4 caixotes de madeira (usamos três, mas retiramos as melhores partes de um para completar outro);
8. Um recipiente para colocar a tinta e deslizar o rolo.

Preparo:

1. Lixar todo o caixote e, se necessário, lavá-lo. 
  









2. Passe uma demão de selador para madeira. Se achar necessário, repita a operação depois de 24 h (isso vai depender da porosidade da madeira da qual o caixote é feita.










3. Passe a primeira demão de tinta esmalte branca com o rolo por toda a superfície interna e externa do caixote.
4. Após 24 h passe tinta nos cantos com a trincha e só depois de secar, passe a segunda demão nas superfícies novamente com rolo. 

Observações:
  • Eu acho que pintar com rolo é muito mais rápido e a pintura fica uniforme, mas para os cantos não tem jeito, use a trincha;
  • Se quiser pintar colorido, passe a primeira demão de tinta branca, quando secar pinte os cantos e só depois aplique a tinta na cor que desejar;
  • Siga sempre as instruções do fabricante da tinta que escolher para obter um melhor resultado;
  • Para montar a estante martele pregos nos pontos de madeira mais larga e de preferência nos cantos, assim não corre o risco da ponta do prego aparecer do outro lado da madeira e se tornar um perigo (certifique-se que o prego tem um tamanho ligeiramente menor do que a largura das duas peças juntas);
  • Tenha em mente que este é um processo artesanal e o efeito terá o seu toque rústico, logo, se deseja uma estante perfeita e alinhada, compre pronta ou mande fazer;
  • O passo a passo descrito neste post é baseado inteiramente na nossa experiência ao fazer a estante, o que significa que você pode encontrar técnicas mais apropriadas. 

E, por fim, nossa estante prontinha e super versátil. Achei que ficou linda no quarto de Marina e serviu perfeitinha para a micro biblioteca.






E aí, vamos fazer uma??

terça-feira, 12 de março de 2013

Sobre Educação Alimentar

Então gente, para começar o post de hoje quero contar uma situação que me marcou:

  • Certa vez, muito antes de eu me tornar mãe, estava sentada na mesa com algumas crianças. Duas delas eram irmãs e estávamos todos almoçando. Estava todo mundo tomando o suco que havia sido servido, inclusive as crianças. Alguém que não conhecia a fruta da qual o suco tinha sido feito e perguntou o nome, pois tinha achado muito gostoso. Outro respondeu e aí uma cena me chamou atenção: A irmã mais velha (daquelas que comentei no início) deu um grito, espantada, para a outra irmã "Pare! Você não gosta desse suco", a outra menina que já tinha bebido o suco quase todo e respondeu com espanto maior ainda "Ixiii, é mesmo" e não teve cristão capaz de convencer essa garota a terminar de tomar o suco.

O interessante dessa situação foi me fazer perceber o quanto as pessoas (leia-se mães e avós) são responsáveis pelo que a criança NÃO gosta de comer. Eu já vivenciei várias vezes a mãe de alguém dizer: "Ah, mas fulano não gosta disso" e a pessoa dizer baixinho "Não sei de onde minha mãe tirou isso, só porque eu não quis daquela vez ela acha que não gosto para sempre". Também já ouvi vovós dizendo "Ihhh, disso aí você não vai gostar não" e criancinha achar que realmente não gosta (e nem chegou a experimentar). 

Inúmeros profissionais cansam de dizer e de publicar que para você determinar se uma criança gosta ou não de um alimento é necessário oferecê-lo no mínimo umas dez vezes, porque imagina, tudo é novo para essa criança, então existe um tempo para ela se adaptar ao novo sabor, textura, cor de cada alimento. Se depois de várias tentativas (incluindo em diferentes espaços de tempo) ela realmente rejeitar, aí sim, você pode deixar aquele alimento de lado. No entanto, isso também não significa que nunca na vida dela irá gostar ou comer esse alimento e NÃO CABE A VOCÊ, mãe ou avó, ficar reforçando na cabeça da criança o quanto ela não gosta daquela comida.

Tem gente que fica o tempo todo dizendo "Ahhhh ele não come isso não, nem adianta" e aí, o que você acha que a criança vai pensar? "É, se minha mãe tá dizendo...". Será que eu estou sendo clara? 

Para evitar que seu filho crie a impressão de que não gosta de determinado alimento, VOCÊ:

  1. Não deve, de maneira alguma, ficar lembrando o quanto ele não gostou do alimento naquele dia. Exemplo: Toda vez que o alimento aparecer ficar dizendo "Você não gosta", "Ele não vai querer", "Disso você não vai gostar", principalmente se for na frente da criança;
  2. Oferecer sempre todos os alimentos que você achar importante para a saúde do seu filho, mesmo que ele já tenha rejeitado antes. Se ele não quiser, deixe de lado e haja naturalmente, sem ficar reforçando o episódio;
  3. Não deve ficar dando mil opções para o cardápio do seu filho. O que você acha que ele vai preferir comer, batatinha frita ou batata cozida? Aipim cozido no jantar ou um McDonald's?

Pensem nisso, tá? A alimentação dos nossos filhos é crucial para o seu desenvolvimento e não vamos querer estraga-la com este tipo de comportamento, não é mesmo? 

 
P.S.: Nós estamos lá no Criança Bem vestida, dá uma passadinha lá e aproveitem que o blog da Dani é lindo. Beijos Dani!! Obrigada pelo carinho de sempre.




sexta-feira, 1 de março de 2013

FAÇA EM CASA: lembrancinhas de aniversário

Para os dois primeiros aniversários de Marina eu reaproveitei os potinhos de vidro das papinhas que ela consumiu ao longo do ano e fiz com eles as lembrancinhas de cada festa. Foi tudo no estilo faça você mesma, mas no fim das contas eu adorei o resultado. Vou deixar a dica aqui para vocês.


No primeiro ano eu fiz com biscuit.



No segundo ano utilizei feltro na tampa e EVA para o desenho dos bonequinhos.


Neles eu coloquei jujubas, mas também pode ser confetes de chocolate, bombons, e o que mais a imaginação permitir. 


Beijos!!!!

P.S.: Tirei muitas idéias de pessoas na internet e adaptei para as minhas necessidades.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Momento inusitado

- Mari, você desmarcou a página que eu estava lendo! - observa a mãe sem perceber a cena.

- Não mamãe, eu que estou lendo! - diz a criancinha a minha frente feita à minha imagem e semelhança.




Dá vontade de morder.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Bife à milanesa

Não, não vou passar nenhuma receita hoje. O bife à milanesa em questão é a minha pequena Marina. Isto mesmo, aí embaixo enterradinha na areia da praia. Eu perguntei ao marido antes de sair: 

"Pegou os brinquedos?" 
"Peguei!". 

Chegando na praia 

"Onde você colocou os brinquedos?"
"Eu não peguei"
"Mas você disse que pegou" 
"Eu não, entendi outra coisa". 

Já que não tem brinquedo pra enterrar, enterra a menina... kkkkkkk.
Alguém duvida que ela adorou a ideia? 







quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Medo de baratas!!!

Sim, eu tenho!!!

E não é um pouquinho não, é de paralisar as pernas, de bater mais forte o coração. Só de imaginar aquelas perninhas andando em mim sinto calafrios.

Outro dia, enfim, matei uma barata. Viva! Estava livre do meu pânico, eu era capaz de enfrentar e matar uma barata. Mas que nada. Era um dia daqueles de fúria, eu estava mesmo chateada, o lugar do ato de liberdade estava escuro e eu só enxergava o vulto. Além disso, matei aquela coisa bizarra à distância, arremessos de chinelo. Vários. Mas matei.

Crente de que agora nada me atingiria, me deparei com outra criatura terrível, mas desta vez o ambiente estava claro, eu estava relaxada (até então). Não fui capaz. Fracasso? Acho que não, sabe. Me reservei o direito de sentir medo de uma coisinha miúda, porém asquerosa.

Direito de ter medo de barata? SIM!! Veja bem... Eu sou uma bióloga que trabalha no mato, ando por meio de muitos animais peçonhentos como cobras, aranhas, lacraias, abelhas. E tantos outros que podem me ferir gravemente. Mas nada disso me impede de estar lá e não fico apavorada em meio a esses perigos.

Então, porque cargas d'água não posso ter medo de barata? Uma coisa só, uma única criatura? Posso mesmo e digo mais: EU TENHO MEDO DE BARATA!!! E não faço a menor questão de não ter (mentira). Meu marido vive dizendo "Você precisa superar isso". Preciso nada. Que custa matar uma baratinha pra mim de vez em quando? e ele diz "E quando eu não estiver por perto". Alguém vai estar e eu estou contando com isso, senão vai voar chinelo para todos os lados... kkkkkkk

E vocês, tem medo de quê??

Beijos!!!






sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Cadeirão de alimentação

Depois de alguns dias de ócio improdutivo e carnaval, estou de volta.

Então, eu morro de dó e sempre morri, mesmo antes de ser mãe, das mães que ficam correndo atrás de criança para ela comer. Na verdade, não é bem pena, é que eu sempre achei (e continuo achando) que criança tem que comer na mesa e sem muita frescura com a comida.

Eu fui criada assim, quer comer o que tem na mesa? Não! Então fica sem comer. Mas comer o que tinha na mesa não era nenhum sacrifício na minha casa já que sempre se servia o que todos gostavam ou que tinham aprendido a comer, não me lembro de ter passado (e não passei mesmo) fome e nem da minha mãe implorando atrás de mim pela casa inteira para eu comer. 

Aí conheci ao longo de minha vida pessoas que criam os filhos sem a mínima noção. Ficam andando pela casa inteira com o prato na mão enquanto a criança faz o que quer. Ah gente tenha santa paciência, isso é coisa de gente que quer evitar o conflito e acha mais fácil não contrariar o pequeno. Isso é educação? Na minha opinião, NÃO! 

Quando me tornei mãe, eu comprei essa briga, e posso dizer que não foi nada fácil. Minha filha deu muuuuuuuuito trabalho para acostumar com a comida, demorava horas pra comer uma coisinha, não queria aceitar os alimentos. O que me ajudou a vencer esta etapa foi, justamente, o cadeirão de alimentação. Eu não queria comprar um, achava o maior trambolho e que iria usar muito pouco, até que um tio me emprestou a que foi do filho mais novo dele. 

Se eu puder dar um conselho a uma futura mamãe esse conselho é: Tenha um cadeirão de alimentação. Isso evita que seu filho saia correndo pela casa inteira, fique descendo e subindo da mesa ou que fuja quando você estiver no momento fatídico. 

Agora, nada, nada meeeeeeeeeeeeeesmo vai funcionar se você simplesmente não estiver comprometida com a educação e a saúde do seu filho. Porque não há cadeirão que faça milagre, mas a educação que seu filho recebe em casa vai determinar que tipo de pessoa ele será para o mundo.

Passado o carnaval, feliz ano novo (risos).

Beijos!!!

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