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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Aconteceu na gravidez - Parte II

Essa é mais uma da série Aconteceu na gravidez que começou aqui.

Quando eu fiquei grávida ainda estava na metade do curso de Ciências Biológicas e como a maioria dos estudantes da minha universidade, o principal meio de transporte era o coletivo público. 

Depois que engravidei nada mudou!! Continuei indo a faculdade de ônibus mesmo e posso garantir que era tenso, tenso mesmo, porque era sempre lotado.

Estando em meu direito legítimo e necessário, ocupava sempre uma das cadeiras reservadas. Não consigo dizer a você, caro leitor, quem tem mais direito a estes assentos porque cada caso é especial, seja uma mulher grávida, um idoso, uma pessoa com criança no colo ou um deficiente físico. Para mim todos estes devem ir sentados.

Enfim, estava eu sentadinha no assento reservado quando entra um Sr., tinha uma aparência saudável, mas de qualquer modo era um Sr. com certa idade. Eis que ele para ao meu lado (em pé) e aí começa o drama:

Sr.: Saí aí que eu quero sentar! (assim mesmo, curto e grosso)

Eu olhei sem saber ainda que era comigo que ele estava falando e continuei onde estava.

Sr.: Esses jovens dessa universidade não tem um pingo de respeito com os idosos, bora minha filha, levanta que é meu direito sentar aí, Levanta!!!

Neste momento a ficha já tinha caído e encarei o homem, pasma.

Eu: Meu Sr. eu tenho tanto direito de estar aqui quanto você, não vou me levantar (me dei conta de que talvez ele não tivesse percebido que eu era uma gestante) porque estou grávida.

Sr.: Que grávida que nada (eu estava com uns 6 meses) você não tem é educação!

Confesso que não aguentei mais e perdi qualquer respeito que eu poderia ter por aquele homem naquele momento.

Eu.: Quer saber, o Sr. é que não tem educação. Um homem na sua idade não respeita uma mulher grávida.

Esse homem não se controlou mais e veio buzinando no meu ouvido até a porta da faculdade, quando eu me levantei e quase esfreguei a barriga na cara dele. Percebi o quanto ele ficou envergonhado e se tivesse tido a chance pediria desculpas. 

Pena que já tinha estragado meu dia e meu humor. 

Julgou-me em um segundo que me viu sentada, mas sequer teve o cuidado de considerar o que eu estava dizendo. Puro preconceito!! 

Beijos!!!


domingo, 21 de outubro de 2012

Aconteceu na gravidez - Parte I

Muitas vezes as pessoas não entendem ou não se importam com as necessidades especiais de outros (como gestantes, lactantes, idosos, deficientes físicos) e acham que as leis que dão prioridades a essas pessoas é uma chatice.
O que me traz a comentar este assunto é que outro dia, eu desenterrei umas histórias da minha gravidez e pós-parto para pessoas que não acompanharam essa fase da minha vida e apesar de hoje me fazerem rir, na época me deixaram indignada, triste, com muita raiva ou tudo isso junto. Além disso, uma das ouvites não se conformava com o fato de uma lactante ter prioridade na fila, pois segundo a tal "teoricamente se você está na rua sem o seu filho é porque ele não precisa ser alimentado, logo você não necessita de nenhuma prioridade". 

Essa não foi durante a gravidez, mas faz parte da saga de fazer as pessoas entenderem que você tem, SIM, prioridade.

A história começou assim:

Marina estava com uns dois meses de nascida e eu precisava muito resolver umas coisas no banco. Eu sempre aproveitava a soneca, que não duravam mais de meia hora nesta época para "agiliar meu lado". Fui ao banco, ainda fechado, e aguardei na fila de prioridade, que entrava antes e pegava as primeiras fichas para o atendimento. Vale ressaltar que eu amamentava e essa era exclusivamente a fonte de alimento da baby. Um senhor chegou logo atrás e muito simpático cutucou minhas costas e avisou que a "minha fila era a outra". O que seguiu:

Eu: Essa nãe é a fila de prioridade?
Ele: Sim, para idosos e deficientes físicos.
Eu: Mas também para quem esta amamentando, ou não?
Ele: (Neste momento, nem tão simpático assim) Sim, por acaso você tem um bebê para amamentar menina? 
Eu: Sim, estou com um bebezinho de dois meses em casa me aguardando, pois sou a única fonte de alimento dela e um bebê não pode esperar (ou coisa assim).
Ele: (Mais conformado agora) Ahhhh tá certo!! Aí sim, tem que ficar aqui mesmo minha filha... blábláblá.

O Sr. da fila se conformou, mas o que me deixa perplexa é que "a tal" do comentário lá em cima, ainda assim argumentou que "muitas pessoas agem de má fé e que não há como comprovar que você está amamentando e ninguém tem obrigação de adivinhar". Evidentemente esta pessoa não tem noção do que está falando. Concordo que muitas pessoas são oportunista, mas como assim não há como provar que uma mulher está amamentando? Não acho contrangimento algum você ser questionado(a) - desde que educadamente e com sutileza - sobre algo que não está evidente para as pessoas, é por isso que a educação e o bom senso devem prevalecer sempre. Se tem uma pessoa se sentindo lesada por ter alguém na sua frente na fila ou em algum atendimento, ela também tem o direito de saber o motivo desse alguém estar na fila. Então, seja educado, pergunte, simples assim.

E olha que essa foi só uma de tantas... rsrsrs. Até a próxima.
 


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