Sei que a preocupação primordial, em relação ao cigarro e crianças, é que elas não se envolvam com ele. Mas pensando um pouco e levando em conta também a experiência pessoal, me ocorreu que a influência do tabagismo na vida dos nossos filhos pode começar muito antes do que imaginamos ou desejamos: é o TABAGISMO PASSIVO. Muitos estudos são realizados todos os anos a fim de comprovar como o cigarro no ambiente doméstico é prejudicial à saúde de nossos filhos.
No estudo realizado por Priestch e colaboradores e publicado no Jornal de Pediatria em 2002 fala sobre o aumento na incidência de doenças respiratórias em crianças com influência de fatores no ambiente doméstico e o tabaco aparece como uma das principais causas. Os pesquisadores chegaram a conclusão de que quanto maior o número de cigarros fumados pelas mães, maior é o risco de ocorrência de doenças respiratórias graves nas crianças.
Além disso, o tabagismo passivo encontra-se na terceira posição no ranking das causas de morte evitável do mundo e as crianças são especialmente vulneráveis pois respiram mais rápido e, consequentemente, o volume de substâncias tóxicas por volume corporal é muito maior do que em um adulto. Essas substâncias, provenientes da fumaça dos cigarros, aumentam o risco de asma, infecções respiratórias, bronquite, inflamações no ouvido médio, meningite bacteriana, a síndrome da morte súbta infantil e ainda pode diminuir as funções respiratórias em geral provocando tosses constantes e ataques alérgicos.
Infelizmente, as crianças ainda não possuem o poder de escolher entre ficar em um ambiente cheio de fumaça de cigarro ou não, como os adultos, e por isso dependem exclusivamente do bom senso e responsabilidade dos seus cuidadores (ler mais sobre). Então, faça um favor ao seu filho e poupe-o do seu vício.







